O Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, iniciou no final de agosto de 2025 a expansão do método Wolbachia em três cidades catarinenses: Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau. A estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, capazes de reduzir a transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
Expansão do método em Santa Catarina
Em Joinville, onde a técnica já era aplicada desde 2024, a cobertura foi ampliada de 60% para novas regiões da cidade. Já em Balneário Camboriú e Blumenau, o método foi implementado pela primeira vez. O investimento total destinado à operação nos três municípios é de aproximadamente R$ 5,2 milhões.
A liberação dos chamados “Wolbitos” ocorrerá por 26 semanas consecutivas, beneficiando mais de 400 mil moradores. A ação faz parte de um plano nacional que considera critérios epidemiológicos, como alta incidência de dengue e condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.
Produção e distribuição
Para atender à demanda, uma nova biofábrica foi inaugurada em julho de 2025, em Curitiba (PR), com capacidade de produzir 100 milhões de ovos de Aedes aegypti com Wolbachia por semana. Essa estrutura reforça a estratégia de controle vetorial em larga escala.
Impacto na saúde pública
De acordo com o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, o objetivo é integrar o método ao Sistema Único de Saúde (SUS) de forma sustentável, fortalecendo a parceria entre municípios, estados e governo federal. Ele destacou ainda que a expansão privilegia áreas densamente povoadas e com grande circulação de pessoas, reduzindo os riscos de surtos e novas epidemias.
O método Wolbachia não substitui as ações tradicionais de combate ao mosquito, como eliminação de criadouros, mas complementa as estratégias de prevenção com base em evidências científicas. A participação da comunidade continua sendo essencial para garantir a eficácia das medidas.
Resultados em Santa Catarina
Somente em 2025, Santa Catarina registrou 27.081 casos prováveis de dengue, com 17 óbitos confirmados. Apesar da gravidade, os números representam uma redução de 92% em comparação ao mesmo período de 2024, reforçando a importância da combinação de diferentes estratégias de enfrentamento.
Fonte: Ministério da Saúde – Governo Federal (2025)